Arcanos Maiores: A Lua e Seus Mistérios

A Lua no Tarot Marseilles ou Marselha (francês)

Há milênios, a Lua e seus mistérios nos intriga. Ela, que influencia as marés e os ciclos agrícolas, o luzeiro da noite, testemunha das juras de amor e maldição e dos segredos da alcova, foi relacionada aos mistérios maiores que dividem a existência em ciclos de vida, morte e renascimento. A Lua influencia os ciclos de fertilidade do solo, dos animais, plantas e pessoas. A Lua, cúmplice das bruxas, mãe e avó sagrada da Terra, é a dona de toda magia. Comandante das criaturas da noite. Inspiradora das artes, dos artistas e a protetora dos amantes.

No Tarot, a Lua simboliza o que está além do controle. É uma carta complexa, com várias camadas de interpretação.

Neste artigo, analiso os elementos de sua simbologia tradicional e comento sobre as inovações e seus reflexos na maneira de perceber o arcano A Lua:

Lua Plena

Em geral, a Lua é representada na forma plena. A opção não vem de uma escolha meramente estética. A fase cheia é a manifestação do poder total da Lua.

Alguns ilustradores optaram em adicionar as linhas que representam as demais fases, a exemplo do Tarot Marseille (Marselha). Esta opção serve para lembrar que o poder da Lua está em seu auge, uma vez que a Lua Cheia concentra todas as demais fases; além de servir de lembrete ao seu caráter perpétuo e transitório.

Na simbologia do Tarot, a Lua Cheia no céu é a transmissora da magia, e também um símbolo de fertilidade. Portanto, em questões relacionadas a tais temas, a Lua tende a confirma-las.

O Tarot de Crowley, no entanto, incorporou a simbologia da Lua Minguante, a fim de destacar os poderes maléficos do arcano. Para quem segue essa tradição, existem diferenças de interpretação consideráveis entre este e outro método

Em Crowley ou Thot, a Lua é um símbolo de esterilidade, punição e sacrifícios. Um presságio quase sempre negativo para os romances e os negócios. Mas no Tarot Marseille ou no Rider-Waite, sua presença tende a indicar aumento de ganhos ou lucros nas questões financeiras e atrair fama quando associada a cartas positivas ou ao naipe de Paus.

A Lua indica acontecimentos que se desenrolam durante à noite ou “na ausência da luz”, a exemplo de romances clandestinos, conspirações, segredos e traições. É sempre um alerta para o que os olhos ignoram ou negligenciam, portanto, deve-se redobrar a atenção na assinatura de contratos e nas rotinas.

O Lagostim

O Lagostim é um crustáceo aquático de hábitos noturnos, que pode habitar tanto os mares quanto os rios. Antigamente, ele simbolizava o signo de câncer, atualmente representado pelo caranguejo.

No Hemisfério Norte, o período das águas se inicia quando o Sol entra no signo de Câncer. A representação do Lagostim emergindo das margens de um rio, lago ou praia remete a época das cheias, quando a chuva é abundante

A água é o elemento emocional. Tal qual as marés, a Lua também exerce influencia sobre as águas internas ou humores humanos. Não obstante, ela é o astro regente do signo de Câncer, que simboliza o transbordar das emoções.

Os antigos gregos acreditavam que os humores refletiam a quantidade de certos fluídos, como sangue, o plasma, a bílis e a fleuma, circulante no corpo.

A Lua remete ao plano emocional e simboliza tudo que mexe com as águas internas, causando estados oscilantes de humor. Mas lembrando que são estados derivados de um transbordamento emocional, as oscilações representadas pelas Lua partem de uma visão exagerada e pouco realista das circunstâncias.

A pessoa sob influencia da Lua sente pavor de uma situação que sequer se concretizou, sente rancor de uma circunstância que perdeu completamente a importância, ilude-se com um amor que não é correspondido ou torna muito maior um problema que, na verdade, é simples.

No destaque, a deusa lunar grega Hécate, protetora das encruzilhadas e da magia, com seu cão de três cabeças Cérbero. Nos pés da imagem, o caranguejo

A Lua pode indicar a ocorrência de situações além da esfera de disponibilidade, mas, na maioria dos casos, ela é um alerta sobre a própria conduta emocional. Quando as emoções e o ego fogem do controle, podemos nos tornar os piores inimigos de nós mesmos.

Na Astrologia, o signo de Câncer e seu regente, a Lua, referem-se ao passado. Especialmente quando associada ao Naipe de Espadas, a Lua adverte para a existência de crenças, sonhos e pensamentos negativos e repetitivos que minam a autoestima e impedem a evolução. É o momento de repensar e liberar-se de ressentimentos.

Na visão do Tarot de Crowley, a simbologia astrológica da Lua não é ligada a Câncer, mas, ao signo de Peixes, que representa a Décima Segunda Casa Astral ou o Inconsciente. Neste caso, o plano emocional de Câncer assume a dimensão psíquica e espiritual de Peixes. Quem segue essa tradição deve tomar cuidado, pois, aqui a leitura não assume os traços mais individualistas do tratamento dado pela simbologia tradicional. Pode referir-se a fatores que sequer são conscientes, mas, que influenciam a questão, tais como: premonições, magia, projeções de sentimentos e desejos dos outros que são aceitas como próprias, lembranças de vidas passadas e fatores ancestrais, etc.

As Duas Torres
Inspirado no Rider-Waite, coloca em destaque a Lua Nova – a face oculta da Lua Plena.

Existem vários entendimentos sobre a simbologia das Torres. O Tarot Rider-Waite acrescentou à simbologia original o limiar, representado por um rio ou caminho que separa as duas torres. Este limiar pode ser interpretado como a linha tênue entre o consciente e o inconsciente, o imanente e o transcendente, a ilusão e a realidade.

Na visão do Tarot de Crowley, as Torres formam um portal de acesso para a consciência superior, sem a qual é impossível distinguir a verdade da ilusão. Tal visão é considerada válida pelos leitores de Rider-Waite, porém, a perspectiva mais aceita é que o limiar simboliza o caminho do meio ou do equilíbrio, única saída para o exagero ou extremismo emocional.

Particularmente, entendo que a simbologia tradicional quis destacar o caráter dúbio da carta.

Os espelhos foram objetos que intrigaram a humanidade. Como no romance de Alice no País das Maravilhas, eles já foram vistos como portais para dimensões estranhas.

A Lua e a Torre no Tarot de Oswald Wirth

Existe uma teoria de que a carta da Lua possui apenas uma torre: a outra consiste num reflexo distorcido, como são todas as coisas na dimensão dos sonhos, da imaginação ou do mundo “além do espelho”. Isto porque uma das torres corresponde a mesma Torre do arcano XVI, que no Tarot Wirth é ilustrada de forma idêntica.

Em outra leitura, as torres representam a vulva. O lago, o útero materno. O arcano a Lua é a representação da energia feminina, doce e, ao mesmo tempo, severa. O signo de Câncer é a Quarta Casa Astral, ligada ao útero e à mãe. A Lua pode representar o medo ancestrais relacionados ao feminino, tais como: o medo do abandono, o medo (nos homens) de se comprometer; além de problemas de relacionamento com a mãe.

O Cão e o Lobo
Inspirado no Rider-Waite, este Tarot substitui a figura do lobo pelo lobisomem para melhor se adequar ao tema. O lagostim está representado em menos destaque à esquerda da imagem, como um cartaz

No Tarot Rider-Waite e outros esotéricos e/ou modernos são representadas as figuras do cão e do lobo, o que inova a simbologia do Tarot Marseille. Exceto pelo uso de cores diferentes, as criaturas apresentam traços semelhantes e característicos do cão doméstico. Tal distinção pode ter o objetivo de representar a variedade de cores e formas dos cães ou ocorreu por mera opção artística. Porém, nada indica que essa opção sirva para informar que pertencem a raças diferentes.

Embora baseada na iconografia do tarot francês, seria um erro atribuir a presença do lobo nos tarôs esotéricos a um equívoco. Assim como o cão, o lobo também é um animal lunar, haja vista a cor e variedade de sua pelagem, do preto ao prateado, os hábitos noturnos e o curioso costume de uivar a Lua. No Tarot Rider-Waite, cada qual desempenha uma função simbólica importante, que é reforçar o caráter ambíguo ou dúbio da carta. O cão tem como atributos: a amizade, a lealdade, a obediência e a docilidade, cuja função é representar as características maternas e acolhedoras da energia feminina da Lua. O lobo é um animal selvático que tem por atributos: a sagacidade, a força e a ferocidade. Ele exerce a função de representar o lado sombra, os poderes ocultos e as forças incontroláveis da Lua, tais como: a magia, os inimigos ocultos, a loucura, a ansiedade, as compulsões, as obsessões e os excessos.

 

A Lua no Tarot de Thot

Nem sempre o inimigo oculto nas sombras é o outro. A maioria das vezes, o maior inimigo de nossos propósitos somos nós mesmos. Não obstante, disse certa vez Thomas Hobbes que o “O homem é o lobo do próprio homem”.

Movidos pelo medo, culpa, crenças falsas, ressentimentos, remorso e raiva, agimos com severidade contra si próprios e contra as pessoas que mais amamos. A Lua, em aspecto positivo é um chamado para observar a nós mesmos. Ver o outro lado do espelho e entender nossa participação nas crises e revezes que se precipitam.

Uma realidade difícil, permeada por segredos e traições diz mais respeito a nós do que aos outros ou as circunstâncias. A Lua, nesse caso, funciona como um lembrete para olhar para o que existe dentro.

 

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Obras consultadas

Banzhaf, Hajo e Theler, Brigitte. Tarô de Crowley: palavras-chave. trad. Thaís Balázs. Ed. Madras: São Paulo, 2017

Godino, Jessica e O’Leary, Lauren. Manual do Tarot Místico Universal. trad.Héctor Ramirez e Edgar Rojas. Ed. Llewellyn Espanhol: St. Paul, MN- USA, 2001.

Estés. Clarissa Pinkola. Mulheres Que Correm Com Os Lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem. trad. Waldéa Barcellos. 1.a ed. Ed. Rocco: Rio de Janeiro, 2014.

Jodorowsky, Alejandro e Costa, Marianne. O Caminho do Tarot. trad. Alexandre Barbosa de Souza. Ed. Campos: São Paulo, 2016. Selo Chave

Pramad, Veet. Curso de Tarô e Seu Uso Terapêutico. 4. a ed. revisava e ampliada pelo autor. Ed. Madras: São Paulo, 2014.

Sharman-Burke, Juliet e Greene, Liz. O Tarô Mitológico (manual). trad. Fulvio Lubisco. São Paulo: Madras, 2013.

Artigos consultados

Artigo: “XVIII. A Lua: arcano da inteligência instintiva, dos ciclos vitais”. Riemma K., Constantino. site: Clube do Tarot:

www.clubedotarot.com.br/site/m32_18_lua_asp

Imagens

Acervo pessoal

Tarot de Marselha/Crowley/Wirth: Fonte: Pinterest


Sobre a autora

Maeve (Maira Fuzii Louzada) é Facilitadora do Curso de Barras de Access e Practioner da técnica. Master Reiki, Shamballa Multidimensional Healing, Elenari Reiki e Magnified Healing. Terapeuta ThetaHealer com certificado internacional nos cursos DNA Básico, Avançado e Manifestação & Abundância com formação em Psicoterapia Holística e operadora da Mesa Cristalina Metatrônica. Consultora oracular nos sites Iquilibrio e Fortunica e colunista do site O SegredoRealiza atendimentos presenciais em Porto Alegre e à distância através dos sites IquilibrioSagrado & Feminino e Blog Taro Fácil . Siga meu perfil nas redes sociais!

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Desmistificando o Arcano A Morte

Sei que é estranho e talvez mórbido, mas, a verdade é que o arcano A Morte sempre exerceu especial fascínio em mim. A figura do esqueleto segurando uma foice é autoexplicativa. É o único arcano cujo nome é suprimido. O grande esqueleto encapuzado segurando a foice é uma imagem que impacta, que assusta, intuitivamente relacionada ao medo mais primário da existência.

Segundo as antigas tradições místicas, os nomes sagrados não devem ser pronunciados em vão. Tamanho o medo e respeito que ela desperta, evitava-se pronunciar a palavra ‘morte’ a fim de não chamar sua atenção.

A exaltação à juventude tão presente em nossa cultura fez parecer feio e proibido os temas do envelhecimento, da doença e da morte. Temos a perspectiva de que a morte é o irreversível e inevitável fim de uma existência. Tal visão superficial nega a importância que ela possui para a vida.

Dizia-se que os Deuses, a quem tudo era permanente e infinito, invejava a condição mortal dos homens. A ideia de finitude e, portanto, da transitoriedade, permite que todo tormento tenha fim, “que tudo passe”!

Ela está presente em cada processo de transição. Quando o bebê aprende a andar e, depois, quando a criança se torna jovem e o jovem adulto. Quando se diz adeus aos tempos de escola e olá para a escola da vida.

A morte é a mesma energia que gera a vida. É o poder de transformação. Para que algo se transforme, uma parte precisa ser renunciada. Então, quando a morte surge em um jogo ela geralmente anuncia uma nova fase. Uma renovação

As pessoas temem a transformação porque não estão disposta a abdicar de antigas estruturas. Agarram-se a situações pouco favoráveis ou mesmo tóxicas porque temem o desconhecido.

Em questões de relacionamento, A Morte é uma carta temida, pois, pode indicar ruptura. No entanto, a experiência de consultório me fez entender que ela nem sempre indica um término.

De acordo a posição que ocupa no jogo e as cartas que a acompanham, A Morte pode comunicar algo favorável como, por exemplo, um noivado ou casamento. Afinal, o casamento representa a “morte” da vida de solteiro, a transformação de um estado civil para o outro. Ela também pode indicar o fim de uma crise (no relacionamento, na vida financeira e profissional, na saúde).

Um dado interessante sobre este arcano é que ele pode precipitar acontecimentos ou atrair o inesperado. É uma carta rápida, assim como são a carta do Carro e os Cavaleiros (todos).

Para a questão financeira e profissional ela pode indicar perdas e a necessidade de “cortar a própria carne”.

O esqueleto é a essencialidade, a simplicidade e a pureza. Num jogo sobre situação financeira, A Morte anuncia que é tempo de enxugar. Na vida profissional, pode anunciar alguma mudança no ambiente de trabalho, uma promoção ou transferência ou alteração de empregadora. Mal posicionada pode indicar demissão.

Nas questões de saúde, ela pode indicar problemas nos ossos, perigo de acidentes e, em alguns casos (raros), indicar doenças graves e a morte física. A situação mais comum, no entanto, trata da necessidade de mudar hábitos e comportamentos.

Dieta inadequada, falta de exercícios, falta de diligência com exames e medicamentos, ausências ao médico podem justificar a presença da carta da Morte numa tiragem sobre saúde. É um alerta para que o consulente seja pontual a fim de evitar o surgimento ou agravamento de alguma doença.

 

A carta da Morte é um divisor de águas. Ela representa eventos que abrem caminho para algo maior . Por isso, ela merece todo o respeito e atenção.

O (re) nascimento é um processo doloroso. O bebê luta para nascer, para irromper a escuridão e encontrar a luz. A vivência da carta da Morte é tudo, menos leve. Ela nos abre para situações que desafiam os apegos a fim de sutilizar a forma de lidar com o mundo e consigo mesmo.

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Fontes consultadas

A Roda da Vida: memórias do viver e do morrer. Kübler-Ross, Elisabeth M.D. Trad. Maria Luiza Newlands Silveira. Ed. Sextante: Rio de Janeiro, 1998

Elementos do Tarô. A. T. Mann. trad. Angela Perez de Sá. Ed. Ediouro: Rio de Janeiro, 1995

 

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Especial: O Tarot Halloween

Inspirado na celebração folclórica americana, o Tarot Halloween é uma alegre associação entre o lúdico e o assustador. O Jack O’Lantern – a típica cabeça de abóbora das decorações de Halloween – une-se a outras criaturas da noite, como vampiros, assombrações e monstros em uma festa alucinante.

Para ilustrar cada cena do tarot Rider-Waite-Smith, Kipling West usou e abusou das cores clássicas do Halloween – o preto, o violeta e o abóbora – conferindo um efeito alegre, multicolorido e, ao mesmo tempo, sombrio.

Somos convidados a espiar a festa através dos olhos de um gatinho preto – um expectador ativo como é o próprio consulente.

Os naipes dos arcanos menores foram substituídos de maneira muito interessante, a fim de melhor incorporar os ícones próprios da celebração. O naipe de ouros, relacionado ao elemento terra, foi substituído pelas abóboras – os frutos da terra. O naipe de espadas que se relaciona ao elemento ar foi substituído pelos morcegos voadores. O naipe de paus foi substituído pelas figuras endiabradas conhecidas como imps, remetendo à clássica ideia do inferno escaldante. O naipe de copas foi substituído pelos fantasmas ou almas penadas devido à sua relação com a matéria sutil ou espírito.

O Tarot Halloween é um deck interessante para aqueles que como eu sentem-se atraídos pelo lúdico e incomum. Mas, como outros tarôs temáticos, as ilustrações podem limitar a compreensão de determinado arcano porque traz a perspectiva particular do ilustrador e do autor.

Em alguns casos é possível perceber modificações sensíveis do ponto de vista do Rider-Waite-Smith, a exemplo do que ocorre no arcano 4 de Ouros – o “Four of Pumpkins” (4 de abóboras). Veja-se:

4 de ouros no Tarot Haloween e no RWS

No Rider-Waite-Smith (à direita), o 4 de ouros é representado por um homem sentado sobre um baú. A diadema e outros adereços sugerem que ele possui posição privilegiada, podendo ser um nobre ou um burguês. A expressão facial da figura gera dupla interpretação. A primeira traz a ideia de um estado defensivo, no qual o homem sente que pode perder suas riquezas a qualquer momento e, no afã de protege -las, senta em cima do próprio tesouro.

O 4 de Ouros no tarot Halloween mostra a semeadura cuja mensagem, segundo o libreto, é “cultivar um sentimento de gratidão e fazer o melhor uso de sua vantagem”.

Embora aparentemente não exista ressonância com o deck original, trata-se de uma perspectiva diferente da mesma mensagem. Enquanto o RWS enfatiza uma fragilidade (insegurança, desconfiança ou insatisfação), o Tarot Halloween mostra como proceder. Ter gratidão é viver na graça e para viver na graça é preciso receber não só para si.

A escolha por uma interpretação mais positiva tem a ver com a ideia de brincar com o assustador – o que é o próprio espírito do Halloween.

Obviamente, o conjunto não irá agradar a todos. Nem todo mundo gosta de Halloween ou vai gostar do estilo da arte, com muitos crânios, morcegos e rostos sorridentes assustadores. Alguns fãs do Rider-Waite-Smith podem ficar descontentes com a perspectiva que Karin Lee e Kipling West imprimiu às cartas. Porém, eu altamente recomendo o conjunto a qualquer pessoa que goste da festividade do Halloween e sua simbologia e que se sinta atraída por plataformas divertidas.

Ele propõe um exercício interessante para estudantes sérios do Rider-Waite-Smith que permite ampliar o conhecimento muito além do que é trivialmente ensinado em livros e cursos de tarot.

O Tarot Halloween é publicado pela US Games System, Inc.

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A Roda da Fortuna

Frequentemente, ela aparece para anunciar a presença de forças incontroláveis representando o próprio acaso. A propósito, ‘fortuna’ significa ‘sorte’ ou ‘destino’. Numa tiragem ela pode indicar um golpe de sorte ou um toque do destino.

Algumas vezes, ela sugere um visitante inesperado, como um parente que chega sem aviso. Conjunta a carta da Papisa ela pode indicar uma gravidez não planejada.

Esta é uma carta festejada mas também temida por aqueles que sentem necessidade de controle. Ela é a impermanência. O universo e a vida em constante movimento. É representada por um ciclo, pois, o tempo universal é formado por ciclos perpétuos em constante movimento. Não obstante, ela é relacionada a Roda de Samsara, relacionada as encarnações. A mudança é a ordem da vida e através dela devemos evoluir. Nada é igual. Nada permanece. Tudo se renova. É preciso refletir sobre a própria resistência à mudança, pois, a vida é uma oportunidade que não deve ser desperdiçada

A Roda da Fortuna simboliza tudo que é cíclico. Algumas vezes ela aparece para lembrar que o inverno é a promessa de uma nova primavera. Não há mal nem bem que sempre dure.

Quando associada ao Louco ela alerta para o inesperado, seja na forma de surpresas agradáveis ou de contratempos que desafiam a mais sólida expectativa de sucesso.

Quando ocupa a posição do consulente, a Roda da Fortuna é um presságio de boa sorte. Ainda que esteja cercada de cartas negativas, ela significa que a sorte favorece o consulente. Seguida da carta do Diabo ela alerta que não é bom desafiar a própria sorte. Seguida da Lua, pode indicar que a insegurança e necessidade de controle pode colocar tudo a perder.

Que a energia da mudança eleve a potência de vida em cada coração!

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Namaste!

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Cinco dicas infalíveis para começar com o pé direito!

No post anterior, apontei algumas razões para você aprender a ler o tarot. Agora vou apresentar as ferramentas para você COMEÇAR A FAZER isso!

Mesmo que você não tenha noção de como é um baralho de tarot, garanto que você será capaz de se sair muito bem seguindo as minhas dicas. Vamos começar?!

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